CBF retira candidatura brasileira para sediar Copa Feminina em 2023

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) retirou a candidatura do Brasil à sede da Copa do Mundo Feminina de 2023. De acordo com a entidade, a decisão foi tomada “após minuciosa avaliação” e “uma combinação de fatores”, como a falta de garantias do governo federal devido à pandemia do novo coronavírus. A CBF decidiu apoiar a candidatura da Colômbia.  Os colombianos concorrerão com Japão e com uma parceria entre Austrália e Nova Zelândia para receber a competição.

Segundo a nota, a Fifa considerou que a candidatura brasileira não apresentou “as garantias do governo federal e documentos de terceiras partes, públicas e privadas, envolvidas na realização do evento”. A CBF alegou compreender o protocolo padrão da entidade e recordou que o governo elaborou uma carta de apoio institucional que assegurava o país como “absolutamente apto”.

O comunicado, porém, sublinhou que o governo, “por conta do cenário de austeridade econômica e fiscal, fomentado pelos impactos da pandemia da covid-19”, avaliou não ser “recomendável, neste momento, a assinatura das garantias solicitadas”.

Contudo, a Confederação disse entender a cautela “diante do momento excepcional vivido pelo país e pelo mundo”. Ponderou, ainda, que o acúmulo de eventos esportivos de grande porte realizados em curto intervalo de tempo no Brasil “poderia não favorecer a candidatura na votação do próximo dia 25 de junho, apesar de serem provas incontestáveis de capacidade de entrega”.

Colômbia

Entretanto, a CBF não nega que prestará apoio aos colombianos. Realizada desde 1991, a Copa Feminina foi disputada duas vezes na Ásia (ambas na China), três na América do Norte (duas nos Estados Unidos e uma no Canadá) e três na Europa (Suécia, Alemanha e França). Seria a primeira edição em solos sul-americanos.

Direto da Redação

Gabriel Machado

TV HORTOLÂNDIA

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