Acusado de estuprar criança de 2 anos é ouvido e liberado pela Polícia antes da vítima

Ocorrência foi apresentada durante a noite e parte da madrugada desse Sábado para Domingo (24) em Hortolândia-SP. Relatos da criança de dois anos e 10 meses é de que o filho da babá teria forçado a criança a prática ilícita no início da noite. A mãe da vítima deixava a criança aos cuidados da babá que teria deixado a menor com o filho de 38 anos. Ele foi preso e encaminhado ao DP de Hortolândia-SP. 

Segundo relato da mãe da vítima, por volta das 18h quando a mãe tinha chegado do trabalho e já estava em casa, a filha teria reclamado de dores nas partes íntimas, nesse momento a mãe viu sangue na calcinha da criança e logo ficou desesperada. A pequena M.C de 2 anos e 10 meses foi atendida no UPA do Rosolém e depois encaminhada com a mãe ao Plantão Policial. O suspeito foi preso e por volta das 22h ele foi ouvido e por falta de provas, foi liberado.

A mãe da criança foi atendida e recebeu documento de solicitação para realização de outro exame pelo IML em Americana para constatar se de fato houve ou não o abuso sexual. O fato de o acusado ter sido liberado causou revolta aos moradores da cidade de Hortolândia-SP.

Em contato com a TV Hortolândia, ela afirmou sentir-se injustiçada enquanto esperava a decisão do Delegado de plantão sobre a acusação. A criança foi atendida no UPA ( Unidade de Pronto Atendimento ) do Jardim Rosolém em Hortolândia e depois liberada. Exames confirmarão se de fato a criança foi estuprada. Se condenado, o acusado poderá pegar até 15 anos de prisão.

EM CASO DE ABUSO SEXUAL, FAÇA VALER A LEI DO MINUTO SEGUINTE

Lei 12.845[1], popularmente conhecida como Lei do Minuto Seguinte, foi sancionada em 1º de agosto de 2013 pela ex-presidente Dilma Rousseff. A Lei visa o direito das vítimas de violência sexual, que desde então podem buscar atendimento emergencial, integral, multidisciplinar e gratuito no Sistema Único de Saúde (SUS), sem a necessidade do boletim de ocorrência ou qualquer outro documento que comprove o abuso sofrido.

Desde que entrou em vigor, em novembro de 2013, os hospitais da rede pública de saúde são obrigados a dar suporte médico imediato, incluindo social e psicológico –  por isso multidisciplinar -, além do diagnóstico e do tratamento de lesões físicas. Também deve fornecer medicamentos necessários para evitar gravidez e doenças sexualmente transmissíveis (DSTs).

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