Criança de 5 anos morre com síndrome pós-Covid em Campinas

Foto: Fernanda Sunega/Prefeitura de Campinas

A Prefeitura de Campinas atualizou, nesta terça-feira, 23 de março, os dados da pandemia do novo coronavírus na cidade. Foram confirmados mais 491 casos em comparação com os números de ontem. A cidade agora totaliza 77.846 casos da doença. O boletim completo está disponível no hotsite do novo coronavírus (https://covid-19.campinas.sp.gov.br/).

Também foram confirmados mais 30 óbitos. Das vítimas, 18 eram homens e 12 eram mulheres; 23 tinham comorbidades e sete não tinham. Com relação à faixa etária, 22 tinham mais de 60 anos e oito tinham menos (entre 5 e 59 anos).

O boletim epidemiológico também traz os dados sobre a vacinação contra Covid-19. Até o momento, foram aplicadas 162.383 doses da vacina, sendo 121.147 de primeiras doses e 41.236 pessoas já receberam as duas doses.

A Secretaria de Saúde alerta que neste momento é muito importante que as pessoas respeitem todas as medidas sanitárias e o toque de recolher. O uso de máscara, de álcool em gel e a adoção do distanciamento social são ações extremamente importantes para a contenção do vírus.

Síndrome

Uma das vítimas, uma criança de 5 anos de idade, do sexo masculino, morreu no dia 19 de fevereiro de Síndrome Inflamatória Multissistêmica Pediátrica Pós Covid-19. A Síndrome se caracteriza por inflamações da parede dos vasos sanguíneos de órgãos como rins, articulações, sistema nervoso central e vias respiratórias.

Essa síndrome começou a ser discutida no ano passado, com a observação nos Estados Unidos e Inglaterra de crianças e adolescentes que apresentavam esse quadro clínico após a infecção por Covid-19.

A criança tem que ter os exames positivos para Covid-19 e uma história de contato recente com alguém que tenha tido o exame positivo para a doença. Em alguns casos, a criança pode ter tido o PCR negativo, mas apresentar a sorologia positiva”, explicou Valéria Almeida, médica infectologista do Devisa.

Ainda segundo Valéria, para fechar o diagnóstico, é preciso excluir outras possíveis causas, como uma infecção bacteriana ou um quadro de sepse.

(Com informações da Prefeitura de Campinas)

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