CASO HENRY: PEDIATRA CONVERSA COM MONIQUE MEDEIROS E QUESTIONA; ERA BEM CUIDADO.

 Após a mãe relatar que o filho Henry Borel  de 4 anos vomitava e tremia quando o padrasto,  vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho (sem partido) se aproximava, pediatra de Henry contatou Monique Medeiros vinte dias. Em uma troca de mensagens divulgada pela Revista Época, a pediatra busca entender o que havia levado à morte da criança que, de acordo com ela, “era tão bem cuidada” e “saudável”. Henry Borel morreu no dia 8 de março e, após 2 dias, no dia 10, a pediatra enviou uma mensagem a Monique às 18h59 questionando o laudo complementar da necropsia feito no corpo da vitima. A mãe afirma à pediatra, que também é sua prima, que Jairinho havia informado que o resultado do exame “detalhado” teria ido direto para a 16ª DP (Barra da Tijuca). Sendo assim, o casal diz no momento, não ter conhecimento para tal.

O laudo em questão apontava que o garoto havia morrido após ações contundentes que chegou levar à hemorragia interna e laceração hepática, divulgou a Polícia Civil do Rio de Janeiro. A pediatra questiona novamente Monique, afirmando que queria saber porque Henry era “tão bem cuidado”. “Eu não consigo imaginar o que pode ter acontecido”. A mãe responde: “Estou até agora sem entender por que isso foi acontecer com meu menino”. No dia 16, Monique chamou a pediatra para conversar novamente sobre o assunto. Ela enviou um documento e em seguida pediu: “Prima, me ajuda a entender. Ele chegou morto prima?”. A profissional então afirma: “Sim. Foi feito de tudo e não voltou em nenhum momento”. Ela ainda questiona se o advogado do casal teria acesso o laudo e qual seria a conclusão que ele obteve. Monique então responde que havia sido “hemorragia mesmo”.

A conversa continua e a prima (pediatra) pede novamente pelo documento. “Quando você puder e se puder me manda a foto pois eu gostaria de entender também o que aconteceu já que eu acompanhava ele e sei que era saudável”. No dia 18 de fevereiro, Monique relatou para a prima que seu filho Henry estava “com medo excessivo de tudo”. “Tem um medo intenso de perder os avós, está tendo um sofrimento estranho e prejuízos importantes nas relações sociais, influenciando no rendimento escolar e na dinâmica familiar”, escreveu. Na mensagem, a mãe conta que o garoto diz “até que queria que eu fosse pro céu pra morar com meus pais, em Bangu”.

Monique também explicou a prima que Henry começou a terapia com uma psicóloga. Em depoimento, a profissional Érica Mamede disse não ter notado anormalidade no comportamento do menino e informou que foi procurada por Monique, disse Monique a profissional, que a criança não estava querendo frequentar a escola e ficar em casa, onde morava com o parlamentar. Os registros do boletim médico apontam que o menino foi atendido no hospital no dia 13 de fevereiro. Na ocasião, Monique relatou que Henry havia caído da cama, no dia anterior, ás 17h, mesmo horário da conversa com a babá. O documento mostra que a criança estava mancando. Foi feita uma radiografia no joelho esquerdo mas o resultado diz que a estrutura óssea foi mantida.

 

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