Hortolândia registra três casos de alunos armados em escolas na última semana

A cidade de Hortolândia registrou três casos de alunos portando armas brancas em escolas do município. Vale ressaltar que ataques em escolas municipais, particulares e técnicas explodiram no país nos últimos dias, forçando atitudes tanto do corpo docente quanto das entidades de segurança pública.

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Em resposta aos recentes episódios de violência em escolas do país, a Prefeitura de Hortolândia anunciou medidas de segurança para proteger crianças e adolescentes. Entre elas, está a instalação de câmeras de monitoramento em todas as 60 escolas municipais, que estarão conectadas à Central de Monitoramento. Além disso, a prefeitura irá disponibilizar um aplicativo para que as famílias possam acessar as imagens das escolas pelo celular. As rondas escolares serão intensificadas, e a prefeitura irá contratar 30 novos Guardas Municipais para reforçar a segurança nas escolas.

Além disso, a prefeitura irá promover palestras educacionais voltadas para o tema da segurança, e irá incentivar o acolhimento, a responsabilidade e o diálogo entre alunos, professores e a comunidade. Segundo a prefeitura, as escolas já contam com recepcionistas diariamente para receber os alunos ao chegarem, e ao final do turno os alunos são entregues aos pais ou pessoas previamente autorizadas.

A prefeitura enfatiza que a escola é um lugar de aprendizado, ensino e compartilhamento de conhecimento, e busca fomentar uma cultura de paz entre todos os envolvidos na educação municipal.

Devido aos acontecimentos envolvendo a escola Pastor Roberto de Azevedo nos últimos dias e prezando pela segurança dos alunos, foi realizada nesta quinta-feira (13) uma reunião com a direção da Escola, que contou com a participação dos Pais, responsáveis e Associação de Moradores do Fátima. O objetivo foi deixar os pais e responsáveis cientes dos acontecimentos dentro do ambiente escolar e com isso traçar estratégias para aumentar a segurança na escola.

As ações para aumentar a segurança dos alunos e funcionários da escola são: criação de protocolos de segurança, a Associação de Moradores ira disponibilizar 2 câmeras de Segurança, 2 detector de metais para o aumento de monitoramento e controle de acesso. A Reunião foi registrada em ata da escola.

CAMPINAS

A Prefeitura de Campinas divulgou que a GM recebeu 158 denúncias de possíveis crimes em escolas em apenas uma semana, mas nenhuma ameaça foi confirmada após verificação de todos os casos, que em alguns envolveram as forças policiais. Um comitê com a participação das polícias Federal, Civil e Militar foi criado para monitorar em tempo real o surgimento de atitudes suspeitas, boatos de ataques e postagens nas redes sociais, mobilizando a autoridade adequada para cada caso e garantindo uma resposta rápida e imediata.

Durante a coletiva que detalhou as medidas conjuntas em Campinas, o prefeito Dário Saadi e representantes das autoridades policiais fizeram um apelo para que as comunidades escolares e a população evitem a propagação de fake news e recomendaram a checagem antes do repasse de mensagens sobre possíveis ataques. O grupo também terá um esforço específico para identificar fake news e evitar a mobilização de forças policiais em falsas ocorrências.

A GM intensificou o monitoramento presencial nas escolas com o uso de equipes do patrulhamento comum, realizando 1,2 mil rondas em uma semana e checando situações suspeitas registradas através de denúncias e ameaças. Além disso, um canal prioritário e exclusivo das escolas com as autoridades foi criado e já conta com 86 escolas cadastradas, enquanto 130 escolas particulares manifestaram interesse em compartilhar imagens das câmeras de segurança com a CIMCamp.

As polícias Militar, Civil e Federal também detalharam as últimas medidas adotadas. A Polícia Federal monitora as redes sociais de forma contínua, visando identificar se algum perfil ou postagem na internet apresenta riscos reais à população. Já a Polícia Civil está trabalhando por meio das delegacias da Infância e da Juventude e de Homicídios, investigando, esclarecendo e encaminhando os resultados ao Ministério Público e identificando as ameaças que são verdadeiras e devem ser apuradas.

21 AMEAÇAS EM DUAS SEMANAS NA REGIÃO

Recentes ataques em Blumenau (SC) e São Paulo desencadearam uma onda de ameaças e boatos sobre invasões em escolas na Região do Polo Têxtil (RPT), com um total de 21 registros reportados à Polícia Civil em duas semanas desde o último dia 28. Das ocorrências, 14 foram identificadas, e os responsáveis serão processados criminalmente.

O diretor do Departamento de Polícia Judiciária do Interior (Deinter-9), Kléber Antonio Torquato Altale, que coordena seis seccionais na região, incluindo Americana, disse que está trabalhando em conjunto com a Polícia Militar e as guardas municipais para reforçar a segurança nas escolas e tranquilizar os pais e a comunidade escolar.

Altale afirma que todas as informações estão sendo consideradas, e as autoridades farão tudo o que puderem para impedir que os responsáveis pelas ameaças escapem da justiça. Se os autores forem adultos, eles poderão ser presos, enquanto adolescentes serão entregues à Vara da Infância e Juventude, dependendo do caso.

Na RPT, Sumaré registrou a maioria dos casos, com nove ameaças no período, seguida por Santa Bárbara d’Oeste com sete, três em Americana e duas em Hortolândia. Quatro outras ocorrências de apreensões de objetos, como armas de brinquedo ou facas, não foram incluídas nos dados.

O delegado Diego Bini, responsável pelo 4º Distrito Policial e pelo 5º Distrito Policial na Área Cura em Sumaré, relata que a maioria das ameaças consiste em afirmações sobre invasões escolares e massacres, muitas vezes acompanhadas de áudios que circulam nas redes sociais. Geralmente, os adolescentes são os autores das ameaças, muitas vezes porque tentam cancelar as aulas em dias de provas.

O vereador de Sumaré Willian Souza (PT) alerta que tais brincadeiras são perigosas e inaceitáveis, como foi o caso de uma notícia falsa sobre três alunos que supostamente ficaram doentes depois de beber veneno colocado na caixa d’água de uma escola no Jardim Picerno. Souza e outros membros da comunidade estão trabalhando em colaboração com a Polícia Civil para identificar e responsabilizar os culpados.

GOVERNO ESTADUAL TOMA PROVIDÊNCIAS

O governo do Estado e a Prefeitura de São Paulo divulgaram uma série de medidas de segurança e promoção de cultura de paz em escolas após atentados em instituições de ensino. Entre as medidas estão aplicativos com botões de emergência para acionamento rápido da Polícia Militar e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) anunciou que o botão “Segurança Escolar” funcionará dentro do aplicativo 190 SP da Polícia Militar. Todos os casos acionados por meio dele terão preferência no despacho de viatura, assim como já é feito com o aplicativo SOS Mulher. A nova função do aplicativo 190 SP também permitirá que estudantes denunciem atitudes suspeitas em sala de aula e fora dela, anexando prints de redes sociais suspeitas, de maneira anônima.

Já a Prefeitura lançará o próprio aplicativo, chamado “Botão de Alerta”, que funcionará para as unidades escolares municipais, estaduais e particulares da capital. Os aplicativos terão um sistema integrado, ambos servindo para acionar as forças públicas em caso de emergência. Apenas profissionais da educação poderão pedir socorro usando o “Botão de Alerta”. Eles devem baixar o aplicativo em seus celulares e se cadastrar. Em caso de incidente, basta acionar o botão para que equipes da Polícia Militar e do Samu sejam imediatamente deslocadas até a escola.

As rondas escolares também foram reforçadas. No Estado, 600 vagas serão oferecidas para que policiais integrem as rondas durante as folgas e, especificamente na capital, haverá aumento de 50% da ronda feita pelos guardas-civis metropolitanos (GCMs), com 32 novas viaturas, totalizando 96 carros. Profissionais da educação, saúde, assistência social e segurança urbana serão treinados para agirem de forma integrada na prevenção e no combate à violência dentro das escolas. Só na cidade de São Paulo, o investimento será de R$ 35,4 milhões ao ano.

Governo e Prefeitura afirmam que a promoção do bem-estar dentro das escolas é uma prioridade. Escolas estaduais passarão a ser atendidas ao menos uma vez por semana por um psicólogo – ao todo, serão contratados 550 profissionais. Nas escolas municipais, o trabalho que já vinha sendo feito com psicólogos e psicopedagogos será ampliado em 25%, passando de 93 para 117 o número de profissionais em atuação no Núcleo de Apoio e Acompanhamento para a Aprendizagem (NAAPA). O programa de Mães Guardiãs, que foi criado no retorno às aulas presenciais para reforçar as medidas de segurança contra a covid-19, será ampliado em 2 mil vagas e passará a servir também como meio da promoção da cultura de paz e identificação de conflitos. As mães dos alunos que participam do programa recebem um salário de R$ 1.367 para desempenhar o papel.

Direto da Redação

Henrique Amaral – TV HORTOLÂNDIA

Emissora Rede Brasil de Televisão
Imagem ilustrativa: Reprodução

 

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