O paradoxo de Hortolândia: Do passado de lama ao polo tecnológico
Hortolândia vive um paradoxo político e econômico fascinante no interior paulista. Conhecida historicamente como uma antiga “cidade-dormitório”, o município foi emancipado na década de 1990. A liderança do saudoso prefeito Ângelo Perugini marcou a história local. Ele foi a figura central das alianças petistas e do alinhamento com o governo federal. Graças a isso, a cidade deu um salto monumental.
A superação dos desafios históricos
O município superou um passado difícil. Antigamente, os moradores do Jardim Amanda precisavam cobrir os sapatos com sacolas plásticas. Era a única forma de enfrentar a lama e apanhar água de caminhão-pipa. Com centenas de milhões de reais em recursos federais e gestão de excelência, tudo mudou. Hoje, o bairro transformou-se em um polo de grandes avenidas e comércio pulsante. Além disso, a cidade ostenta a marca impressionante de 99% de esgoto recolhido e tratado, sendo única no Estado de São Paulo.
Inovação industrial e saúde de ponta
Esse ímpeto modernizador reposicionou Hortolândia no mapa industrial do país. O município atraiu gigantes globais como IBM, Dell, EMS e a CAF. Esta última é responsável pela fabricação de vagões ferroviários e de metrô para todo o Brasil.
O desenvolvimento estrutural alcançou os serviços essenciais. A cidade conta com emissoras de televisão local, portais de notícias e uma rádio FM. Na saúde, a rede atende pouco mais de 230 mil habitantes. São três UPAs, 17 UBSs e a ampliação de leitos no Hospital Municipal Mário Covas, único estabelecimento público de portas abertas na região.
A guinada política e o pragmatismo da gestão atual
No entanto, o cenário político passou por uma reviravolta nas urnas. O reduto petista histórico viu seu eleitorado migrar para a direita nas últimas eleições. Foram mais de 60 mil votos em candidatos conservadores, contra 38 mil eleitores fiéis ao PT.
Especialistas apontam que o fenômeno não traduz “ingratidão” popular. O verdadeiro motor dessa mudança é a chegada constante de novos moradores. Apenas no último pleito, a cidade ganhou 13 mil novos eleitores.
Diante disso, a administração do prefeito Zezé Gomes adota um forte pragmatismo. Ao lado do vice Cafu Cezar, a gestão transita por diferentes espectros ideológicos. O governo garante verbas federais e dialoga tanto com nomes da esquerda, como a deputada estadual Ângela Perugini, quanto com parlamentares da oposição.
O dinamismo econômico além da polarização política
Independente das preferências partidárias, o dinamismo econômico de Hortolândia caminha por trilhas próprias e otimistas. O município consolidou-se como um celeiro nacional de franquias de sucesso. Exemplos disso são a rede de doces Flamy e as academias Skyfit e Malibu, que nasceram na região e conquistaram o país.
O comércio local segue aquecido nos três principais centros: Rosolém, Amanda e Centro. As projeções econômicas locais apontam a inauguração, em 2027, de três novos grandes supermercados da marca GoodBom e de dois novos centros comerciais.
Um futuro blindado contra crises partidárias
Hortolândia prova que sua engrenagem de desenvolvimento transcende a geopolítica de Brasília. Sob governos federais de esquerda ou de direita, a cidade atrai investimentos públicos e privados. Essa força garante a manutenção da infraestrutura e a expansão urbana contínua.
O legado de transformação inaugurado por Ângelo Perugini pavimentou um caminho sólido. Com isso, o município segue prosperando e escrevendo um futuro brilhante. A cidade está blindada contra crises partidárias e focada exclusivamente no progresso de sua população.
Por Waldir Junior
TV HORTOLÂNDIA – REDEHTV

