Após ser campeão mundial, Messi revela se continuará jogando pela Argentina

Era o título que faltava a um dos maiores jogadores da história do futebol. Neste domingo, a Argentina venceu a França nos pênaltis por 4 a 2, após empate no tempo normal e prorrogação por 3 a 3, conquistando a Copa do Mundo do Catar.

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Com dois gols e a liderança de um capitão que vestiu a camisa 10 de Maradona, Lionel Messi eternizou seu nome na história do futebol mundial.

– É uma loucura que tenha acontecido dessa maneira. Eu queria muito. Eu sabia que Deus ia me dar, eu senti que ia ser isso. Agora é aproveitar – disse Messi.
Melhores momentos: Argentina 3 (4) X (2) 3 França pela final da Copa do Mundo 2022

O craque não escondeu a emoção ao falar dos torcedores e da beleza da taça da Copa do Mundo. O craque já começou a pensar em como será a recepção dos torcedores no desembarque em Buenos Aires, nesta segunda-feira.

– Olha o que é essa taça, é linda. Sofremos muito, mas conseguimos. Mal podemos esperar para estar na Argentina para ver o quanto isso vai ser louco.

Mesmo afirmando que o título encerra sua trajetória pela Argentina em Copas do Mundo, Messi garantiu que deseja atuar alguns jogos como campeão mundial antes de deixar de vez a seleção.

– Quero jogar mais algumas partidas como campeão mundial. Todo mundo quer isso, é o mais desejado por todos. Tive a sorte de ter conquistado tudo na minha carreira, e era isso que me faltava. Quero levar lá para desfrutar com todos – disse.

O título quebra um jejum de 36 anos da Argentina em Copas. Ela havia conquistado o Mundial em 1978 e 1986. Com isso, se isola como tricampeã, à frente de França e Uruguai, com duas taças, Inglaterra e Espanha, com uma. A Itália e a Alemanha aparecem à frente, com quatro títulos, superadas apenas pelo Brasil, com cinco.

Jornalista é atacado no Catar após ter bandeira do estado confundida com LGBTQIAP+; Veja vídeo

O jornalista Victor Pereira postou em rede social nesta terça-feira um desabafo após ter sido abordado por pessoas que se identificaram como policiais, no Catar. O motivo foi que confundiram a bandeira do estado de Pernambuco com a da causa LGBTQIAP+, símbolo proibido no país do Oriente Médio.

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Segundo Victor, seu celular foi tomado após começar a filmar a abordagem feita a voluntárias que estavam com ele, por conta da bandeira. O jornalista precisou apagar o vídeo para receber o aparelho de volta, mas outras pessoas ao redor também fizeram filmagens.

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“Pessoal, estou nervoso aqui. Estou tremendo, de fato, porque a gente estava com a bandeira de Pernambuco. Estou aqui com alguns voluntários. Fui atacado por alguns integrantes aqui do Catar e policiais. Eles vieram pra cima das meninas achando que era uma bandeira LGBT, mas na verdade é apenas a bandeira de Pernambuco.”

– Fui filmar e eles pegaram meu telefone e só devolveram me obrigando a deletar o vídeo que eu fiz. Só consegui meu celular de volta porque deletei o vídeo que eu fiz. Isso é um absurdo porque a gente tem a autorização da Fifa para filmar tudo no estádio – acrescentou Victor, que mostrou credencial para cobertura da Copa.

Ainda de acordo com o jornalista, a bandeira de Pernambuco foi jogada no chão e pisoteada. Victor afirmou que a situação foi amenizada após a chegada de outras pessoas ao local.

“Chegaram a pegar a bandeira de Pernambuco, jogaram no chão e pisaram. Quando algumas pessoas intervieram e amenizaram a situação.”

O também jornalista Kelvin Maciel, que estava com o mesmo grupo de pessoas, disse que a bandeira acabou devolvida após a confusão:

– Não permitimos que tomassem nossa bandeira. Está aqui com a gente, conseguimos recuperar. Mas foi uma situação de muito constrangimento.

O país sede da Copa tem problemas relacionados aos direitos humanos, como no caso dos trabalhadores migrantes e da postura sobre os direitos das mulheres e de pessoas LGBTQIA+. O Código Penal do Catar, por exemplo, proíbe a homossexualidade.

Veja vídeo

Atual vice-campeã, Croácia fica no empate com Marrocos

Em sua estreia na Copa do Mundo, a atual vice-campeã Croácia ficou no empate em 0 a 0 com o Marrocos, nesta quarta-feira, no Al Bayt, pelo Grupo F. A partida foi escassa de criatividade e chances de gols para os dois lados. Sob liderança de Modric, a equipe croata não conseguiu impor seu futebol diante da forte defesa do Marrocos, que também não fez questão de ter presença no ataque.

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Faltou criatividade

A Croácia entrou no jogo com a proposta de manter a posse de bola, trocando muitos passes curtos e buscando infiltrações. Por um momento, foi soberana, mas sem criar jogadas de perigo. Aos poucos, o time marroquinho foi entrando na partida, apertou a marcação e dificultou bastante o jogo do time de Modric. Assim, a partida ficou muito amarrada, com poucas chances de gol para as duas equipes. O lance de mais perigo da partida ocorreu no finalzinho, quando Sosa cruzou para Vlasic na área do Marrocos. O meia desviou para o gol e Bono fez grande defesa.

No segundo tempo, a falta de iniciativa piorou. A seleção do Marrocos adotou uma postura ainda mais defensiva, com pouquíssimas aventuras ao ataque. A Croácia, por sua vez, não conseguia acelerar a troca de passes de modo que pudesse surpreender os rivais, também não havia quem tentasse jogadas individuais para desmontar a defesa. Lovren quase abriu o placar ao receber uma sobra em bola parada, mas conforme a partida ia se aproximando do fim, as chances eram cada vez mais escassas. A seleção do Marrocos dobrou a aposta e passou a segurar o jogo, até o árbitro, enfim, apitar o fim da partida.

Ministro da Saúde diz que Copa América não traz risco adicional de Covid-19

Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

Em depoimento nesta terça-feira (8) à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pandemia no Senado, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, disse que a realização da Copa América de Futebol no país não gera risco adicional de contaminação pelo novo coronavírus. De acordo com o ministro, a competição não vai gerar aglomeração de pessoas, e os protocolos de segurança, se seguidos, não vão colocar a saúde dos jogadores e das comissões técnicas em risco.

Após ser questionado pelo relator da CPI, Renan Calheiros (MDB-AL), sobre as orientações da pasta para autorizar a realização do evento no Brasil, Queiroga disse que a prática de esportes está liberada no país e que até o momento a realização de competições, como o Campeonato Brasileiro de Futebol, não tem gerado risco de contaminação. O início da competição está previsto para o próximo dia 13.

“Não consta que essa prática [futebol] aumente o risco de circulação do vírus e que possa colocar em risco a vida dos jogadores ou das comissões técnicas”, disse Queiroga. “Esse evento [Copa América] não é de grande proporções, é um evento pequeno, sem um grande número de pessoas. Se os protocolos de segurança apresentados pelo ministério forem cumpridos, não teremos riscos adicionais aos jogadores dessa competição. Essa é a posição do Ministério da Saúde neste momento”, afirmou.

Queiroga disse ainda que não há exigência obrigatória de vacinação contra a covid-19 dos atletas para a realização de competições esportivas no país e que, por isso, não poderia cobrar a vacinação das seleções de outros países. Ainda de acordo com o ministro, a circulação dos jogadores será restrita, com exigência do uso de equipamentos de proteção individual e testagem das delegações.

Esta é a segunda vez que Queiroga depõe à CPI. Ele foi reconvocado pelos senadores, um mês após dar seu primeiro depoimento à comissão. 

“O ministro retorna a essa comissão após uma depoimento repleto de omissões e algumas tentativas de obviamente não responder ao que nos havíamos perguntado, o que tornou a sua volta à CPI inevitável”, afirmou o relator.

Ao falar aos senadores, o ministro disse que a sua prioridade no comando da pasta é aumentar a vacinação no país e voltou a repetir que o país vai vacinar a população adulta até o final do ano.

“Acredito fortemente que o caráter pandêmico dessa doença só será cessado com uma campanha forte de vacinação. Por isso que trabalho todos os dias fortemente para acelerar essa campanha”, disse o ministro. “Já ultrapassamos a marca de 105 milhões de doses entregues a estados e municípios, o que coloca o Brasil em uma posição de estar entre os cinco países que mais doses de vacina distribuiu à sua população”, acrescentou.

Queiroga também foi perguntando sobre o comportamento do presidente da República, Jair Bolsonaro, durante a pandemia. Durante a reunião, Renan Calheiros mostrou vídeos em que o presidente aparece em aglomerações com apoiadores, sem máscara.

O ministro disse que sua função é aconselhar o presidente, mas que não poderia fazer juízo de valor a respeito do comportamento dele. “As imagens falam por si só. Eu estou aqui como ministro da Saúde para ajudar o meu país e não vou fazer juízo de valor a respeito do presidente da República”, disse.

No início da sessão, o presidente da CPI, Omar Aziz (PSD-AM), informou que o colegiado adiou a deliberação sobre requerimentos de convocação de testemunhas e de quebra dos sigilos telefônico e telemático. Segundo Aziz, a comissão deve votar os requerimentos até a próxima quinta-feira (10).

(Fonte: Agência Brasil)

Copa do Mundo pode acontecer a cada 2 anos; Fifa estuda a possibilidade

Foto: Marcello Casal jr/Agência Brasil

A Fifa realizará um estudo de viabilidade sobre a realização da Copa do Mundo e da Copa do Mundo Feminina a cada dois anos, depois de apoiar uma proposta em seu congresso anual nesta sexta-feira (21).

Atualmente, as duas competições são realizadas a cada quatro anos, mas a Federação de Futebol Saudita (Saff) apresentou uma proposta de um estudo sobre o impacto de um evento bienal.

“Acreditamos que o futuro do futebol está em uma conjuntura crítica. As muitas questões que o futebol enfrenta são ainda mais exacerbadas agora pela pandemia em curso”, disse o presidente da Saff, Yasser Al-Misehal. “É hora de rever como o esporte global está estruturado e considerar o que é melhor para o futuro de nosso esporte. Isto deveria incluir se o ciclo atual de quatro anos continua sendo a base ideal para como o futebol é administrado tanto da perspectiva da competição quanto da comercial”, acrescentou ele.

O presidente da Fifa, Gianni Infantino, a classificou como “uma proposta eloquente e detalhada”, e 166 federações nacionais votaram a favor e 22 contra. 

Infantino disse que o estudo analisará os sistemas de classificação dos torneios.

(Fonte: Agência Brasil)