Suspeito de feminicídio é preso após 8 dias foragido

O responsável pelo assassinato de Rafaela Cristina Barroso da Silva, de 24 anos, ocorrido em Santa Bárbara d’Oeste na última semana (22) foi detido em Vargem Grande do Sul (SP), na manhã de terça-feira (31). O criminoso, identificado como João Vitor Alcântara, de 22 anos, era o namorado da vítima e cometeu o crime usando uma faca.

– FIQUE ATUALIZADO: Entre em nosso grupo do WhatsApp e receba informações em tempo real (clique aqui)

Uma semana antes, a Justiça decretou a prisão temporária de João Vitor, que estava sendo procurado pela Polícia Civil. Ele será levado para Santa Bárbara nesta manhã, onde serão apresentados mais detalhes sobre sua captura e as investigações do feminicídio.

O CRIME

Rafaela Cristina Barroso da Silva foi espancada e esfaqueada na noite de domingo (22) na casa onde ela e o companheiro, João Vitor Alcântara, moravam em Santa Bárbara d’Oeste.

Enquanto a vítima ainda estava viva e caída no chão, o suspeito gravou um vídeo para sua mãe confessando o crime e dizendo que iria se matar, mas ele fugiu no carro da vítima em seguida. O delegado da DDM (Delegacia de Defesa da Mulher) afirmou que o suspeito mandou que os filhos de Rafaela saíssem de casa ou seriam mortos também.

A vítima era mãe de quatro meninos e de uma menina, filha do suspeito. Testemunhas relataram que o casal sempre teve um relacionamento abusivo e que Rafaela já tinha sido ameaçada anteriormente. O suspeito já tinha sido preso antes por violência doméstica.

Direto da Redação
Henrique Amaral – TV HORTOLÂNDIA
Emissora Rede Brasil de Televisão

Imagem ilustrativa

MP realiza operação contra o crime organizado em Jaguariúna

O Ministério Público, com apoio do Batalhão de Ações Especiais da Polícia Militar (BAEP), realiza nesta segunda-feira (19) uma nova fase da Operação Onça Preta, em Jaguariúna, que foca o combate ao crime organizado e ao tráfico de drogas.

– FIQUE ATUALIZADO: Entre em nosso grupo do WhatsApp e receba informações em tempo real (clique aqui)

A operação está em andamento e ainda não há informações detalhadas sobre os alvos nesta manhã de segunda-feira (19). A Polícia cumpre ordens judiciais em vários pontos da cidade e já encontrou cadernos de anotações, celulares, dinheiro e documentos, como passaporte. Além disso, a PM informou que até o momento dois carros de luxo foram apreendidos, uma Land Rover e um Jaguar.

Na primeira parte da operação, em dois de dezembro deste ano, foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão e cinco foram presos em flagrante. A ação aconteceu em vários bairros e condomínios de alto padrão de Jaguariúna. Foram apreendidos, na ocasião, dois fuzis americanos, duas pistolas 9mm e um revólver calibre 38. Uma quantia expressiva em dinheiro também foi encontrada em dois apartamentos.

A operação faz parte de um trabalho de combate à facção criminosa, que consegue dinheiro por meio do tráfico de drogas e também em ações de sequestro-relâmpago.

Homem é preso após gravar atos sexuais com criança em Hortolândia

A Polícia Civil prendeu nesta quinta-feira (30) duas pessoas por suspeita de compartilhar pornografia infantil, em Americana e Hortolândia.

Durante a operação “Luz na infância”, que aconteceu em todo o país, foram cumpridos mandados te busca e apreensão, e duas prisões na região.

Em Hortolândia, policiais da Deic (Divisão Especializada de Investigações Criminais), de Campinas, não encontraram o alvo das ordens judiciais, mas o homem se apresentou posteriormente à Polícia Civil e teve seu aparelho celular apreendido.

No telefone foram encontradas imagens de pornografia infantil guardadas em pastas ocultas e compartilhadas por programas. Entre os conteúdos havia imagens do suspeito praticando atos sexuais com uma criança. Após, o homem confessou o crime, a vítima ainda não foi identificada.

O homem foi encaminhado para cadeia pública do 2º DP (Distrito Policial) de Campinas, onde permaneceu à disposição da Justiça.

Já o suspeito de Americana foi levado à DIG (Delegacia de Investigação Gerais) da cidade.  

Em 1 mês de Operação Sufoco, número de presos em SP sobe 17%

O Governo de São Paulo fechou um balanço que aponta aumento de 17% no número de presos que ingressaram no sistema prisional estadual em maio na comparação a abril. O período coincide com o início da Operação Sufoco, deflagrada pelo governador Rodrigo Garcia no dia 4 de maio para dobrar o efetivo policial nas ruas, principalmente na capital e regiões metropolitanas da Grande São Paulo, interior e litoral, para reforço no combate ao crime e aumento da sensação de segurança da população.

“Apesar de São Paulo ser o estado mais seguro do Brasil, o combate ao crime precisa ser permanente, sem dar trégua a bandidos. Com a Operação Sufoco, a gente põe mais policiais e viaturas nas ruas. Em um estado com 46 milhões de habitantes, os problemas de violência são diários e nós precisamos enfrentar de frente. Enquanto hou indicador de violência, nós precisamos estar trabalhando. E é dessa forma que eu me comporto como governador, e a polícia vai continuar com patrulhamento dobrado em nossas cidades”, afirmou Rodrigo.

De acordo com um levantamento da Secretaria da Administração Penitenciária, o sistema prisional paulista registrou 7.357 novos ingressos de presos em maio, ante 6.301 no mês anterior. Na avaliação do comando da pasta, o acréscimo está diretamente relacionado à Operação Sufoco e seus desdobramentos.

Em 33 dias, a Operação Sufoco prendeu 4 mil pessoas por tráfico de drogas, tráfico internacional de armas de fogo, roubo, receptação, fraude em postos de combustíveis e outros crimes. As forças de segurança também apreenderam 21,1 toneladas de drogas e 240 armas de fogo ilegais e 9,9 mil veículos.

O efetivo diário para patrulhamento ostensivo passou de 5 mil para 9,7 mil policiais. O Governo do Estado passou a contratar jornadas extras de trabalho durante as escalas de folga tanto de policiais militares como civis e técnico-científicos. Na capital, a prefeitura é parceira na iniciativa por meio da Atividade Delegada.

Em abril, o Governo de São Paulo firmou acordo com as empresas de entrega por aplicativo para compartilhamento de bancos de dados e informações sob coordenação dos núcleos de inteligência das polícias. O cruzamento de dados facilita a identificação de criminosos que tentam se passar por entregadores.

Criminosos invadem casa e fazem família refém em Hortolândia

Uma família que fazia uma confraternização passou momentos de terror nas mãos de três assaltantes, na madrugada de hoje no Jardim Residencial Firenze, em Hortolândia.
No local havia cerca de dez pessoas da mesma família, entre adultos, idosos e crianças. 

Um casal que deixava a residência foram abordados na calçada pelo trio de criminosos e obrigaram entrar na casa. Neste momento, um homem notou que se tratava de um assalto e jogou o celular para a namorada se trancar no banheiro e ligar para a polícia.

Segundo as vítimas, os bandidos que estavam armados foram violentos e uma idosa teve os cabelos puxados por um dos assaltantes. Eles foram recolhendo os pertences da residência, como joias, celulares e outros objetos de valor. 

Poucos instantes chegaram as viaturas da Polícia Militar que fizeram o cerco, onde dois bandidos fugiram pulando muros das casas vizinhas e um se escondeu no banheiro, onde foi detido. 

Os dois indivíduos que fugiram, invadiram uma casa que estava vazia onde os proprietários estão viajando.

Um vizinho que tem a chave abriu o portão para a polícia e foi até os fundos onde tem uma edícula, lá um dos assaltantes começou a efetuar disparos contra os PMs, já o outro que estava no banheiro colocou a mão na cintura fazendo menção que estivesse armado, foi assim na versão da Polícia que os bandidos foram mortos.

Os agentes da Polícia Científica realizaram os trabalhos de perícia técnica nas duas residências.

Um revólver calibre trinta e oito com duas munições deflagradas e três intactas foram apreendidos.

A ocorrência foi registrada no plantão policial, onde o assaltante detido ficou preso em flagrante, permanecendo à disposição da justiça.

Motorista de aplicativo recusa levar mulher por ser negra

A jovem A. D.S.R, vivenciou ato de racismo publicamente após solicitar uma viagem pelo aplicativo e o motorista proibir sua entrada em seu veículo. A vítima havia acabado de sair do serviço, na cidade de Santa Barbara d’Oeste (SP), no último sábado (06), quando acionou o aplicativo de transporte para voltar para casa. Constrangida ao ouvir desaforos, ela teve que cancelar a solicitação da corrida. O motivo para o constrangimento? Racismo, pois a jovem é negra.

“O meu psicológico está abalado. Não consigo comer direito. Quando chego no meu trabalho, eu fico pensando e relembrando como acontece aquela situação desagradável” resume a jovem em seu depoimento. Em seu relato, a mesma conta que ainda permanece muito abalada.

“Quando ele chegou no local, ele fez um gesto com a mão, para que eu não entrasse no carro”. A vítima ainda perguntou porque ela não poderia entrar no carro, foi quando ouviu do motorista “ Não entra. Eu não faço transporte para pessoas como você. Você é suja”. Segundo ela o motorista repetiu a frase diversas vezes.

Durante a declaração, a jovem contou que depois do ocorrido, a mesma entrou em contato com a central de atendimento do aplicativo para dar seu testemunho e expor o acontecido. “Eles pediram desculpa, dizendo que não aceitavam esse tipo de situação e que as medidas seriam tomadas”, disse ela.

“Eu quero justiça. Isso não pode acontecer. Em pleno século XXI e isso está acontecendo”, disse a jovem ainda muito abalada.

A vítima compareceu a Delegacia da defesa da Mulher para as demais providências.

Racismo é crime

Os atos de discriminação por raça e cor são considerados crimes no Brasil desde 1989, quando entrou em vigor a Lei 7.716, a chamada Lei Caó –homenagem a seu autor, o então deputado e ativista do movimento negro Carlos Alberto de Oliveira. 

Pela lei, está sujeito a pena de dois a cinco anos de prisão quem, por discriminação de raça, cor ou religião, impedir pessoas habilitadas de assumir cargos no serviço público ou se recusar a contratar trabalhadores em empresas privadas.

Além dos crimes de racismo, também há a conduta chamada de injúria racial (artigo 140 do Código Penal), que se configura pelo ato de ofender a honra de alguém valendo-se de elementos referentes à raça, cor, etnia, religião ou origem. A injúria racial se dirige contra uma pessoa específica, enquanto o crime de racismo é dirigido a uma coletividade.

Como denunciar

Existem muitas formas denunciar. É possível prestar queixa nas delegacias comuns e especializadas em crimes raciais. Disque 100 para entrar em contato com a Secretaria de Direitos Humanos – SDH

No caso de atos de racismo ocorridos em sites de internet ou redes sociais, é possível comunicar as autoridades diretamente pela rede.

Endereços para o envio de denúncias:
http://denuncia.pf.gov.br/
http://new.safernet.org.br/denuncie 
http://cidadao.mpf.mp.br/

Direto da Redação

Fernanda Seloni