Polícia Federal cumpre mandados contra atos golpistas em cinco estados e no Distrito Federal

A Polícia Federal (PF) deflagrou hoje (27) a terceira fase da Operação Lesa Pátria, que tem como objetivo identificar pessoas que participaram, financiaram ou fomentaram os atos golpistas praticados no dia 8 de janeiro que resultaram na invasão e no vandalismo das sedes dos Três Poderes, em Brasília.

Segundo os investigadores, 11 mandados de prisão preventiva e 27 mandados de busca e apreensão estão sendo cumpridos no Rio de Janeiro (nove de busca e apreensão e um de prisão), Minas Gerais (quatro de busca e apreensão e dois de prisão), Paraná (um de busca e apreensão e um de prisão), Santa Catarina (um de busca e apreensão e um de prisão), Espírito Santo (oito de busca e apreensão e quatro de prisão) e Distrito Federal (quatro de busca e apreensão e dois de prisão).

Golpistas

Os mandados foram expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em resposta às ações de golpistas que “promoveram violência e dano generalizado contra os imóveis, móveis e objetos” no Palácio do Planalto, no Congresso Nacional e no STF.

De acordo com a Polícia Federal, “os fatos investigados constituem, em tese, os crimes de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de estado, dano qualificado, associação criminosa, incitação ao crime, destruição e deterioração ou inutilização de bem especialmente protegido”.

Investigações permanentes

A Operação Lesa Pátria passou a ser “permanente, com atualizações periódicas acerca do número de mandados judiciais expedidos, pessoas capturadas e foragidas”, informou a PF.

Acrescentou que abriu um canal de denúncias para identificar pessoas que participaram, financiaram ou fomentaram os atos golpistas. As denúncias podem ser enviadas para o e-mail [email protected].

Informações: Agência Brasil
Imagem: Divulgação/Polícia Federal

PF e Receita combatem lavagem de dinheiro e estelionato

Policiais federais, agentes da Receita Federal e membros do Ministério Público Federal (MPF) fazem hoje (15) operação contra um esquema de venda de créditos fraudulentos e inexistentes para compensação de dívidas tributárias de empresas. A operação Crédito Podre cumpre cinco mandados de prisão preventiva e 14 de busca e apreensão.

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A Polícia Federal (PF) informou que até as 7h30 quatro pessoas tinham sido presas na operação.

Segundo a PF, o esquema era comandado por um grupo de empresas de consultoria tributária, que faz a mediação da venda de créditos fictícios decorrentes de processos judiciais de titularidade de terceiros, para que sejam quitados débitos tributários administrados pela Receita Federal.

Para intermediar a venda dos créditos fraudulentos, os acusados cobravam das empresas vítimas um montante que variava entre 40% e 60% do valor dos débitos a serem compensados.

O dinheiro obtido no esquema era lavado por meio da transferência para contas bancárias e registro de imóveis em nome de parentes e de “laranjas”.

De acordo com a PF, a soma dos valores que se pretendia compensar com a venda dos créditos fraudulentos chega a R$ 100 milhões. Os alvos da ação de hoje responderão pelos crimes de estelionato qualificado, falsificação de documento, lavagem de dinheiro e associação criminosa.

Balanço parcial da operação:

1 (um) homem preso, na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro/RJ;

1 (um) homem preso, na Taquara, Rio de Janeiro/RJ;

2 (dois) presos, um homem e uma mulher, em Niterói/R



Informações: Agência Brasil
Imagem: Divulgação/Polícia Federal

PF prende acusado de tráfico de cinco toneladas de cocaína

Policiais federais cumpriram na manhã de hoje (24) mandado de prisão contra um nigeriano de 33 anos acusado de ser o responsável por uma carga de cinco toneladas de cocaína, encontrada em outubro do ano passado no Porto do Rio de Janeiro. “Trata-se da maior apreensão já realizada no Rio de Janeiro e uma das maiores do país”, disse o delegado federal Geraldo Almeida.

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O mandado da Operação Maputo foi cumprido no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, no momento em que o acusado desembarcava no Brasil. “A investigação, a cargo da Delegacia de Repressão a Drogas do Rio de Janeiro, contou com o apoio da agência antidrogas dos Estados Unidos e da Interpol”, afirmou Almeida.

O preso já tinha sido incluído na lista vermelha da Interpol e havia sido localizado pela Agência Antidrogas norte-americana (DEA) na semana passada em Barbados, ilha no sul no Caribe.

A operação Maputo, cujo nome se refere à capital de Moçambique, que seria o destino da droga apreendida, também cumpre três mandados de busca e apreensão no estado de São Paulo, além de uma ordem de restrição de contas bancárias do preso no valor de R$ 2 milhões.

Informações: Agência Brasil
Imagem: Divulgação/Polícia Federal

Operação da PF prende mais de 100 abusadores de crianças

A Polícia Federal cumpre nesta terça-feira (22), 21 mandados de prisão, motivados por condenações de crimes relacionados ao abuso sexual infantil no país. Batizadas de Operação Guardiões da Infância, as ações tiveram início em agosto, com cumprimento de mandados de prisão de criminosos que já constavam do Banco Nacional de Monitoramento de Prisões (BNMP), mas ainda estavam em liberdade.

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Mais de 100 foragidos foram detidos nos 26 estados e no Distrito Federal desde o início das ações. As prisões seguem em andamento.

“O objetivo da operação é retirar do convívio social indivíduos que já haviam sido investigados, processados criminalmente e condenados, dando efetividade ao sistema de justiça criminal e impedindo que novos crimes contra crianças e adolescentes sejam cometidos”, informou a Polícia Federal, em nota.

Acrescenta que o combate ao abuso sexual infantil é uma prioridade com um trabalho amplo e complexo, tendo uma unidade especializada no tema, o Serviço de Repressão a Crimes de Ódio e Pornografia Infantil.

Informações: Agência Brasil
Imagem: Operação Guardições da Infância/Polícia Federal

Polícia Federal cumpre mandado em Hortolândia contra importação ilegal de vinhos

A Polícia Federal deflagrou hoje (9) a Operação Houdini. É para desarticular um “esquema milionário de descaminho [desvio] de vinhos de origem argentina”. Segundo a PF, mais de 100 policiais federais estão executando oito mandados de prisão preventiva e 28 mandados de busca e apreensão no Rio Grande do Sul, São Paulo e Bahia.

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Descaminho é a importação ou exportação de produtos permitidos pela legislação brasileira, mas sem o pagamento de tributos. A PF informou que está cumprindo ordens judiciais visando o bloqueio de veículos, bens imóveis e contas bancárias.

“A investigação teve início em 2022, a partir da apreensão de uma carga de vinhos oriunda da Argentina, no município gaúcho de Horizontina, internalizados no Brasil sem a devida documentação legal”, informou a Polícia Federal.

Mapeamento

Durante as investigações, policiais mapearam os principais integrantes da organização criminosa e identificaram que, de dezembro de 2020 a abril de 2022, o grupo movimentou mais de R$ 100 milhões.

Segundo a PF, a entrada dos produtos no Brasil se dava pela fronteira noroeste do Rio Grande do Sul, em embarcações que utilizavam portos clandestinos na margem brasileira do rio Uruguai para descarregar a mercadoria. Na sequência, o vinho era transportado para São Paulo e Bahia, onde era comercializado.

“Durante as investigações, foram realizadas oito apreensões vinculadas à organização criminosa, totalizando mais de 17 mil garrafas de vinho”, finalizou a Polícia Federal.

Informações: Agência Brasil
Imagem: Divulgação/Polícia Federal

Operação combate fraudes com criptomoedas no Brasil e no exterior

A Polícia Federal (PF) deflagrou hoje (6) a Operação Poyais contra uma organização criminosa suspeita de praticar fraudes bilionárias envolvendo criptomoedas no Brasil e no exterior. Cerca de 100 policiais, além de servidores da Receita Federal, cumprem 20 mandados de busca e apreensão.

A 23ª Vara Federal de Curitiba decretou o sequestro de imóveis e o bloqueio de valores dos suspeitos. As ordens judiciais são cumpridas na capital paranaense, em São José dos Pinhais (PR), Governador Celso Ramos (SC), Barueri (SP), São José do Rio Preto (SP) e em Angra dos Reis (RJ).

De acordo com a PF, em janeiro de 2022, o departamento de Segurança Interna da Embaixada dos Estados Unidos em Brasília informou que uma empresa internacional e seu principal gerenciador, um brasileiro residente em Curitiba, estavam sendo investigados pela Força Tarefa de El Dorado por envolvimento em conspiração multimilionária de lavagem de capitais a partir de um esquema de pirâmide de investimentos em criptoativos.

“Diante das informações e do pedido de cooperação policial internacional, iniciou-se investigação em Curitiba por conta das suspeitas da ocorrência de crimes conexos às fraudes praticados nos EUA pelo brasileiro, notadamente quanto à lavagem transnacional dos recursos ilícitos recebidos no exterior”, informou a corporação.

Diligências iniciais revelaram que o brasileiro possuía mais de 100 empresas abertas no Brasil vinculadas a ele e, através do grupo empresarial, estaria lesando investidores no exterior e em território nacional.

“No Brasil, constatou-se que o investigado logrou êxito em iludir milhares de vítimas que acreditavam nos serviços por ele prometidos através de suas empresas, os quais consistiam no aluguel de criptoativos com pagamento de remunerações mensais que poderiam alcançar até 20% do capital investido.”

Simultaneamente, segundo a PF, constatou-se que a mesma organização criminosa, com parceiros no exterior, cometia fraude semelhante, porém focada em marketing multinível, nos Estados Unidos e em ao menos outros dez países.

Diligências investigativas revelaram que a organização criminosa movimentou, no Brasil, cerca de R$ 4 bilhões pelo sistema bancário oficial.

“As ordens judiciais cumpridas na data de hoje visam não apenas a cessação das atividades criminosas, mas também a elucidação da participação de todos os investigados nos crimes sob apuração, bem como o rastreamento patrimonial para viabilizar, ainda que parcialmente, a reparação dos danos gerados às vítimas”, destacou a corporação.

Informações: Agência Brasil
Imagem: Divulgação/Polícia Federal

PF faz operação contra desvios na saúde no Estado de SP

Polícia cumpre 29 mandados de busca e apreensão em dez municípios

A Polícia Federal (PF) cumpre 29 mandados de busca e apreensão em dez municípios paulistas, incluindo a capital, em uma operação realizada hoje (28) contra desvios de dinheiro da área da saúde.

As investigações apontam para o uso de organizações sociais e empresas de fachada para superfaturar contratos em unidades de atendimento médico no município de Pirajuí, no interior de São Paulo.

Segundo a PF, as empresas tinham diversos sócios que atuavam como laranjas para desviar as verbas públicas que deveriam ser usadas nos serviços de saúde. Ainda de acordo com a polícia, fiscalizações da Controladoria Geral da União (CGU) indicaram que o esquema pode ter sido levado para outros municípios paulistas e até para outros estados.

A polícia estima que as organizações sociais investigadas movimentaram R$ 1,1 bilhão em verbas públicas no estado de São Paulo, sendo R$ 350 milhões de recursos recebidos do governo federal.

PF cumpre mandados contra lavagem de dinheiro com criptomoedas em Campinas; movimentações eram bilionárias

A PF (Polícia Federal) cumpriu na manhã de hoje (22) mandados em Campinas contra os crimes de lavagem de dinheiro e associação criminosa envolvendo negociação de criptoativos – criptomoedas ou tokens na blockchain, muito mais difíceis de rastrear do que transações bancárias convencionais.

De acordo com a corporação, os crimes foram apurados entre 2017 e 2021. Além de quatro mandados cumpridos em Campinas, outras 13 cidades foram alvo da operação contra o grupo criminoso, que seria responsável por movimentações bilionárias.

A movimentação e negociação de criptoativos não é crime, porém o grupo utilizava essa técnica para ocultar ganhos ilícitos, configurando o crime de lavagem de dinheiro. De acordo com a PF, foram realizadas remessas de valores para o exterior que ultrapassam R$ 18 bilhões.

Além dos responsáveis por arbitrar a compra e venda dos ativos, cerca de 1.300 empresas de fachada eram utilizadas no esquema de lavagem de dinheiro. Além disso, a corporação conseguiu conectar o crime com diversas outras operações que envolveram tráfico internacional de drogas, pirâmides financeiras, entre outros.

Os investigados movimentaram mais de R$ 61 bilhões nos últimos quatro anos, através de 40 instituições financeiras. Caso condenados, as penas máximas somadas podem ultrapassar 30 anos de reclusão.

Direto da Redação
Henrique Amaral – TV HORTOLÂNDIA
Emissora Rede Brasil de Televisão
Imagem: Divulgação/Polícia Federal

PF faz operação contra exploração sexual infantil na internet

A Polícia Federal (PF) deflagrou, hoje (29), a Operação Capiens III para combater o abuso e a exploração sexual infantil na internet. De acordo com a PF, o alvo era um homem de 56 anos, que foi preso em flagrante “por armazenar conteúdo com cena de sexo explícito ou pornográfica envolvendo criança ou adolescente”. O crime é previsto no artigo 241-B, do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

Policiais do Grupo de Repressão a Crimes Cibernéticos (GRCC) cumprem mandado de busca e apreensão no bairro da Gávea, zona sul do Rio, expedido pela 8ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro.

As investigações, que começaram com cooperação policial internacional, indicaram que o suspeito teria transmitido, na rede mundial de computadores, vídeos e fotos de sexo envolvendo crianças e adolescentes.

“O investigado responderá criminalmente por transmitir pela internet vídeo e fotografia contendo cena de sexo explícito ou pornografia envolvendo criança ou adolescente, cuja pena pode chegar a 8 (oito) anos de prisão”, informou a PF.

O nome da operação “Capiens”, em latim, significa capturar, pegar.

PF faz ação contra tráfico de mulheres do Brasil para a Europa

A Polícia Federal (PF) faz hoje (23) operação contra associação criminosa especializada no tráfico internacional de pessoas. De acordo com a PF, o grupo aliciava pessoas no Rio de Janeiro, com o objetivo de explorá-las sexualmente.

A PF começou a investigar o grupo depois que uma vítima da quadrilha conseguiu fugir. A mulher havia sido aliciada por uma agenciadora, em Búzios, na Região dos Lagos, com a promessa de um emprego na Itália.

Ela teve todas as despesas com passagem aérea e emissão de passaporte pagas pelo grupo. No entanto, ao chegar à cidade italiana de Empoli, em vez do trabalho prometido, a vítima foi colocada em cárcere privado e obrigada a se prostituir diariamente.

A vítima conseguiu fugir e o caso foi descoberto pela PF. A polícia suspeita que o grupo esteja ligado à máfia italiana e também use as vítimas como “mulas” (pessoas que transportam drogas) para o tráfico internacional.

Na ação de hoje, chamada de Operação Lenocinium, estão sendo cumpridos um mandado de prisão preventiva e três de busca e apreensão na cidade de Búzios, que foram expedidos pela 1ª Vara Federal de São Pedro da Aldeia.